24.4.12

Vazio

...onde não se tem início, nem fim...
...onde se nasce e morre...

11.4.12

Star Drawing - David Stephenson

Star Drawing 1996/1103, 1996

9.4.12

Jill Bolte Taylor


Legendas no vídeo, clique em play e escolha a língua.
"Ela teve um derrame e percebeu a iluminação"mandado por Felipe Ikehara, amigo.

15.3.12

14.3.12

10.3.12

Grande alma

Mercedes Sosa

27.2.12

Universidade dos pés descalços










Legendas no vídeo, clique em play e escolha a língua.


"Primeiro eles te ignoram, depois riem de você, depois brigam, e então você vence."

Mahatma Gandhi

24.1.12

Moral, vegetarianismo e crueldade animal.

Pensados os desenvolvimentos e a sofisticação da nossa moral, junto com o avanço técnológico, me parece razoável afirmar que o vegetarianismo é uma decisão acertada e justa. Ele não resolve todos os problemas do mundo, mas pelo menos poupamos parte do corpo do mundo do nosso voraz apetite. Isso nem sempre foi uma escolha válida pensando em sobrevivência, mas hoje em dia é sim, pelo menos pensando em uma parte do problema.
A questão é que os problemas são sempre ramificados e gigantescos e vivemos num mundo de relação tão interligadas que fica dificil não pensar nas implicações disso, como por exemplo as pessoas que tiram sustento da venda de carne e derivados animais. É bem possivel que se diga: "mas esses que se fodam! E arrumem outra coisa pra fazer!" Porém com isso se abre o prescedente moral para a seguinte resposta: "Que se fodam vocês, ninguem paga minhas contas!". A moral só opera por dilemas, ela só existe em tensões, por isso mesmo frágil e muitas vezes ineficiente ou hipócrita.
Não se pode isolar problemas e ignorar suas muitas relações e implicações. O pensamento cartesiano opera assim há um bom tempo e o resultado não é animador, estamos pagando a inconscequencia de quem pensa no presente sem imaginar futuro. O mundo não é monte de blocos organizáveis, mas sim água fluida misturada com vapor rarefeito... não se isola uma gota do oceano. A implicação mais óbvia do pensamento segmentado quando se trata das relações entre as pessoas, é o conflito. Ninguém fica feliz que lhe joguem na cara o quanto seu comportamento é moralmente condenável, até porque na prática as relações daninhas do nosso mundo são tantas que é impossivel não se estar comprometido com ao menos um crime hediondo.
Quando pregamos ardentemente contra a crueldade animal não pensamos na sua raiz, que seria aos meus olhos a transformação conceitual dos animais em objetos. Isso acontece com quase tudo nas relações capitalizadas, tudo pode ser comprado como um bem, objetos propriamente ditos à serviços, pessoas, etc. Essa transformação vai além de usar a força de trabalho do animal no campo, ou de não conseguir ver o boi além do hamburguer. Ela chega na nossa relação com animais de estimação, que são verdadeiros objetos afetivos. Na nossa carencia irracional e consumista destituimos, cães, gatos e pássaros de suas naturezas, impregnando os mesmo com neuroses humanas. Caçadores habilidosos e ferozes são reduzidos à bichinhos de pelucia animados, comedores de ração preguiçosos e fragéis, desequilibrados, indecisos entre o humano e o animal. Quantos animais de estimação não apresentam distúrbios bizarros como obesidade, auto-mutilação, depressão... sem citar as pessoas que sofrem por conta dos animais que vivem nas ruas, sendo que eu acredito realmente que esses animais estão muitas vezes mais felizes nas ruas do quem em lares "aconchegantes". Eles são mais animais nas ruas, que possivelmente são menos hostis que os ambientes naturais. É injusto reduzir toda a nobreza e força de um predador à mero objeto afetivo, um escape de tensão com nome fofo, com identidade fragmentada, como a nossa. Eles estão mais afinados com a canção do mundo que nós... não precisam dos nossos problemas, das nossas armadilhas de conforto...
Pensar na nossa relação com os animais me ajuda a perceber como a moral é frágil. Imagino que no momento em que a humanidade se deu conta que tinha criado regras de conduta, isso pareceu uma boa idéia. Mas com o tempo percebeu-se que cada regra abre um leque de dilemas.
A imagem que eu tenho da moral é a de uma casa sólida e simples, com muitos apendices e "puxadinhos", tantos ao ponto do insustentável... e a casa pode cair a qualquer momento.

Eu não tenho nenhuma base teórica para discutir moral. Por isso será sempre bem vindo quem puder contribuir para tornar as idéias que apresento aqui mais coesas e claras.

4.8.11

Cambara do Sul - Rio Grande do Sul

Pequeno-Grande.

Canion Fortaleza

Canion Itaimbezinho



Abaixo fotos panoramicas dos canions. (clique na foto para ampliar)

Itaimbezinho
Itaimbezinho
Fortaleza
Fortaleza

27.6.11

Cachimbo - Modificação corporal

Este cachimbo é uma concretização de muita coisa que aprendi, o do meu irmão foi o primeiro como um mestre, um professor que me iniciou em algum aprendizado.
Com este segundo tentei espremer o que tenho conquistado neste caminho percorrido, se iniciou em um momento de acaso, sem pretensões, apareceu inocentemente e tomou uma proporção muito maior, tanto que seu processo foi longo fiz e refiz muitas vezes, engraçado como as vezes queremos algo que ainda não sabemos e vamos fazendo coisas que as vezes são muito mais difíceis do que realmente se é, e o que se procura aparece de repente como se estivesse escrito. Tenho buscado aprender para simplificar as coisas, não facilitar o processo, o processo é trabalhoso e gostoso de se curtir, mas simplificar no sentido de saber encontrar a sua forma.
Ele foi feito para um amigo que estava comigo quando veio a vontade de fazer, este meu amigo faz uma coisa que é difícil de algumas pessoas entenderem e no decorrer do processo creio que entendi o que ele sentia ao fazer aquilo que mais gosta na vida, e percebi que o caminho era o mesmo que o meu, o seu sentimento era o mesmo que o meu quando faço o que gosto, de fazer e se sentir completo.

Processo - Inicio
Processo - fim.
Cachimbo | Tinta acrílica e Verniz sobre Bambu e Madeira esculpida.
Bolsa e capa | Tecido branco e marrom, e tira de couro.


Parte têxtil: Luiza Amorim
> http://laondecantaosabia.blogspot.com/

18.4.11

Passáro


{...De tempos em tempos, as almas que trafegam para a funesta e aterradora Aldeia dos Passáros travam batalhas, devendo enfrentar, com suas próprias forças e astúcias, a fúria dos seres alados que atacam com irresistível violência sob o olhar gélido e fixo do Falcão. Senhor da terra, juiz e árbitro implacável, ele está ali sentado, a espera de suas vítimas. Se uma alma se deixa vencer, é devorada pelo passáro atroz. Se derrotar os inimigos, será adornada com suas penas e voltará em triunfo a Aldeia do Céu onde, imperturbável entre as estrelas, viverá até o fim dos tempos...

“Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra?
Esta ideia nos parece estranha.
Se não possuímos o frescor do ar, o brilho da água,
Como é possível comprá-los?

Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo.
Cada agulha de pinheiro, cada punhado de areia das praias,
A penumbra da floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir
A seiva que corre pelas árvores
Carrega junto a memória do homem vermelho.

Os mortos do homem branco esquecem sua terra,
Quando vão caminhar entre as estrelas.
Nossos mortos jamais esquecem desta bela terra
Pois ela é mãe do homem vermelho.
Somos parte da terra e ela é parte de nós.

Onde está o arvoredo? Desapareceu.
Onde está a águia? Desapareceu.
É o final da vida e o início da sobrevivência.”

Trecho da resposta dada por CHIEF SEATTLE ao presidente dos Estados Unidos quando, em 1854, o governo americano fez a proposta de compra de uma grande área de terra indígena, oferecendo em troca a concessão de uma Reserva.}

Retirado do livro XINGU Território Tribal de Maureen Bisilliat e Orlando e Claúdio Villas-Bôas.

21.10.10

Dom Juan - Caminhos

Para mi solo recorrer los caminhos que tienen corazón, cualquier camino que tenga corazón.
Por ahí yo recorro, y la única prueba que vale es atravesar todo su largo. Y por ahí yo recorro mirando, mirando, sin aliento.
(Para mim só existe percorrer os caminhos que tenham coração, qualquer caminho que tenha coração.
Por ali eu viajo, e o único desafio que vale a pena é percorrer toda sua extensão. E por ali viajo, olhando, olhando, arquejante.)

DOM JUAN

1.10.10

Dom Juan

"Dom Juan ouviu minhas explicações e concluiu que eu não tinha uma visão clara do mundo, e que o protetor me dera uma lição lindamente clara. Ele disse:
- Você acha que há dois mundos para você... dois caminhos. Mas só existe um. O protetor mostrou-lhe isso com uma clareza inacreditável. O único mundo possível para você é o mundo dos homens, e esse mundo você não pode resolver largar. É um homem! O protetor lhe mostrou o mundo da felicidade, onde não há diferença entra as coisas porque lá não há ninguém que indague pela diferença. Mas esse não é o mundo dos homens. O protetor o sacudiu dali para fora e lhe mostrou como é que o homem pensa e luta. Este é o mundo do homem! E ser um homem é estar condenado a esse mundo. Você tem a presunção de crer que vive em dois mundos, mas isso é apenas vaidade. Só existe um único mundo para nós. Somos homens, e temos de seguir satisfeitos o mundo dos homens. Creio que foi esta a lição."

Trecho do livro A Erva do Diabo de Carlos Castaneda.